ao tempo.

preciso que pares um pouco e me deixe respirar. preciso que tenha calma, que vá devagar e sereno como quem espera um trem que há de chegar. mais que tudo, preciso que tenhas paciência. tens passado como se não houvesse o que observar nem sentir. como se não houvesse amanhã. como se a cada dia rugas não aparecessem pelo meu rosto. como se tudo fosse, ora simples, ora complicado demais. não notas que já não sou mais a mesma, que não tenho mais o mesmo fôlego e que estou prestes a ser deixada para trás? juro que tenho corrido o mais rápido possível a fim de te acompanhar, e, mesmo assim, tem sido impossível. meus pés e meus joelhos doem. minhas costas estão pesadas. meus olhos lacrimejam. mas eu persisto. insisto em qualquer outra possibilidade de ter-te comigo ao meu lado. mas certas coisas, feitio de ti, me deixam por não compreender o que se passa. pessoas que amam e desamam.

é, tempo. as coisas é que já não são mais as mesmas. mas ainda gosto da chuva que cai. do frio que faz. do céu das noites frias. e do amor que ainda hei de ter pra mim, pelo qual você ainda vai parar pra ver.

dsc01302

ouvir um pouco de poesia.

(post original do blog antigo, justmedotcom, de 21/setembro/2008. modéstia a parte, gosto muito disso tudo aí. e só preciso de um pouco mais de tempo…ao tempo ).

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1 comentário

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Uma resposta para “ao tempo.

  1. tempo
    tempo
    tempo
    mano
    velho

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