por tanto.

e então, de uma maneira estranha, porém compreensível, tudo volta ao seu lugar. as coisas tomam rumo, voltam ao seu estado inicial. jamais da mesma forma: o tempo passou; o vento carregou muita coisa. até mesmo o álcool ajudou a levar um amontoado para longe. seriam outros son(ho)s, dessa vez! mas, até mesmo aos espíritos mais jovens e mais ambiciosos, a ordem – qual quer que seja ela – sempre chega, arremata e…xeque-mate: nos tornamos aquilo que sempre repugnamos. seres humanos imundos. e, ao que fica para trás, tornam-se lembranças, concordâncias e ruídos, cada qual com sua intensidade. passamos a olhar calendários, marcar planos que não sairão do papel. e, ao deixar de desejar as noites livres pela cidade, passando a buscá-las, em algum canto qualquer da memória, sentir uma sensação inexplicável. a nostalgia nos toma os tempos livres: será que é tarde demais? ao invés de desenhos, colagens. e o que será que realmente importa?

o tempo.

as lembranças,

um bom disco,

uma bom vinho

e um quadro para pendurar na parede.

todavia,

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1 comentário

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Uma resposta para “por tanto.

  1. Junior Corleone.

    pra mim vc importa, juro.
    agora pro resto não sei.

    tarde demais? eu acho que nada e´tarde demais … só não deixe de tentar.

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