Circunstancial.

Hoje, deixo de lado as páginas interessantes da internet, as dicas de moda, as referências de design e até mesmo a mim. Deixo nos meus joelhos e nos meus olhares o cansaço de quem quase não dormiu nos último dias – não por motivos festivos, que fique claro – que me consome palavra por palavra, som por som. Vim falar da simplicidade, do tempo e das circunstâncias. Se escrevo por tais motivos, então lhes escrevo sobre a vida – que ouso dizer que conheço, mesmo sabendo na (in)consciência, que dela nada sei – pois são esses elementos essenciais para a sobrevivência diária.

A cada dia que passa sinto, tanto no meu corpo quanto na minha mente, o peso do tempo. A cada dia que passa desejo, cada vez mais, uma simplicidade que há tempos não vejo. Aquela simplicidade delicada das noites a luz de velas sem energia na fazenda do meu tio, do amanhecer bucólico de uma cidade de interior e do som tranquilizante do vento e da chuva que ouço na janela do meu quarto antes de dormir. Sinto falta do tempo distante em que as minhas preocupações infantis variavam entre o se cavalo estaria arreado, o meu leite quente com toddy antes de dormir e o enredo das brincadeiras. No entanto, afaste o caráter nostálgico das minhas meias palavras.

Sinto uma saudade feliz, com olhar no futuro. Estou bem aonde estou: satisfeita. O que reclamo é aquela simplicidade e tranquilidade nos tempos de hoje, mesmo que o tempo continue a pesar cada vez mais e mais.

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