sempre chega;

Acho que estou ficando velha. Não, não velha de idade, mas velha de espírito. Não velha no lado ruim da palavra, como aquela roupa que descartamos depois de tantos anos, furada e sem cor. Mas velha que nem aquele vinil que guardamos empoeirado e que de vez em quando tiramos da caixa, limpamos, colocamos para tocar e lembramos de tantas coisas boas. enquanto as músicas tocam, acompanhadas daquele ruído da agulha raspando no vinil, deixamos escapulir aquele sorriso silencioso e sincero, de quem não se arrepende de absolutamente nada.

Já tem alguns tempos que venho me sentindo assim e, aparentemente, é uma virose entre as pessoas que estão por perto. Meus joelhos não aguentam mais tanta pressão, as minhas costas passaram a doer mais que o normal e tenho sentido um sono inconveniente em festas e eventos. Não aguento mais tanta bebida alcoólica e nem música muito alta. Passo horas vendo fotos antigas, ouvindo músicas antigas e pensando no passado. Tenho preferido dormir cedo e acordar cedo. E por aí vai um monte desses hábitos os quais sempre critiquei e nunca imaginei que fosse adotá-los.

E, desse jeito vou levando. Tentando me adaptar aos novos hábitos e aos limites do corpo. Alguns dias tento revolucionar e mudar isso, mas, depois da segunda tequila já tenho aquela vontade louca de ir para casa, assistir um bom filme ou jogar video game até o sono bater. É verdade, o tempo chega para todo mundo.

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