eu vi o meu passado passar por mim;

Música boa em volume bem alto. Livros em ordem de tamanho formando um U. Posição nada ergonômica, porém confortável. Cadernos de processos empilhados. O melhor lugar para uma lomo.  Pilhas de papéis do mês, do semestre, do ano, do século passado. O lixo dividido por materiais. Roupas para dar/doar/presentear/vender. Fotografias para lembrar. Uma caixa cheia de entradas de cinema, comprovantes de pagamento e entradas para shows, todos descoloridos com o tempo. Flyers de festas passadas, uns mais engraçados que outros, e a antiga coleção de “pop-card”: agora selecionados. Só permanece aquilo que pode ser útil, mesmo que esteticamente. Pequenos presentes do dia-a-dia reunidos em uma caixa para a posteridade.

Hoje joguei tanta coisa fora e, o que não foi, simplesmente ficou no seu devido lugar. Uns visíveis, para me fazer lembrar diariamente, outros nem tanto. O meu espaço está em constante processo de organização e o meu maior problema é o apego. Costumo atribuir sentimentos á pequenos presentes, fotografias em jornal, embalagens bonitinhas ou simples pedaços de papéis.

Apego. Apego. Desapego. É. Desapego! É… preciso levar mais em conta o significado dessa palavra nesse ano. Me apegar a qualquer coisa só bagunçaria ainda mais o meu quarto já que, aqui, não cabe mais nada além de mim, e das minhas lembranças.

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