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o começo do fim;

tai uma coisa que assusta: o fim. inevitavelmente necessário, aquele mal que vem para o bem. o começo do fim é tipo o medo com antecedência, sentindo toda a dor da despedida aos poucos, em doses mínimas. hoje é o meu primeiro dia de férias e é assim que eu me sinto. não serão férias simples: elas começam aqui, passam por Portugal e terminam no Brasil, na ponte aérea BH-Rio-SP, até achar um canto para descansar os pés. eu vou sentir falta de coisas que aprendi a lidar de forma essencial e que passarão a ser, se quando, ocasionais. vai doer por um tempo, vai dar vontade de ficar só na cama, vai ser estranho ter tudo no lugar, vou questionar o conceito de casa, vou lembrar em cada gelato, pasta, pizza, chá da tarde, chocolate quente e a cada pôr do sol. vou ter saudade do inverno e do verão. vou procurar promoções aéreas incessantemente. vou respirar fundo no fim do dia, desejando, de dentro da alma, voltar ao tempo. no entanto, vou ter a certeza de que fui sinceramente feliz e que tive a melhor experiência que poderia ter. no entanto, o próximo capítulo é tão inevitável e inesperado quanto o fim: tudo pode acontecer e eu não vejo a hora de começar de novo.

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não tem nada no mundo que me anima mais do que o recomeço. somos tão jovens.

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não custa sonhar;

tenho um monte de postagens com começo e sem fim. são como histórias de pessoas que se encontram e, sem tempo para se conhecerem melhor, se separam. é como se houvesse potencial em cada encontro e, mesmo sabendo desse potencial, o post é largado de lado, salvo como draft. “fica para depois“; “fica pra mais tarde, outro dia ou outra hora“. e eis que o tempo passa e quando paramos para analizar os posts –  e as possíveis histórias -, já não fazem mais sentido. parece que o tempo que passou, mesmo sendo curto, foi o suficiente para mudar coisa demais. na verdade essa coisa toda de tempo é meio que sem sentido, sem lógica. é que as vezes um mês e alguns dias parecem uma eternidade, mas dói só de pensar que pode passar rápido demais. o passar rápido significa o fim de tantas coisas; e o recomeço de tantas outras.

eu gosto de recomeçar. já disse uma vez que parece fim e começo de seriados, daqueles viciantes. é que eu sinto tanta falta do que passou: do sonho, do planejamento, da expectativa, dos anseios, da luta, do esforço, das noites sem dormir direito e, por fim, das realizações e superações. olhando assim, de longe, dá para ver que foi melhor do que poderia se sonhar. é, é coisa da vida: temporadas terminam e recomeçam, que nem na tv. mas eu juro que ainda não vou sofrer com isso: um dia pego aqueles posts prometidos e começados, e os termino, um por um, com a visão de hoje. é que vale a pena colocar um fim em tudo, de forma excepcional, para poder dormir tranquilo a noite. para poder dormir sorrindo ao seu lado a noite – quem sabe um dia?

eu já nem sei mais se falo de histórias, de posts ou de vidas mal acabadas. vai ver é para ser assim mesmo: deixamos um tanto de migalhas por onde passamos só para tentar reencontrar o caminho de volta. é, quem sabe um dia. não custa sonhar.

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encontros casuais…

… pela intenet, nessa manhã de terça-feira.

large1. aonde e como eu gostaria de estar agora;

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2. outras novas receitas de sopas que quero tentar fazer,

coffeecycle-blog3. o super ciclo do café – my preeeecious;

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4. notes to self, mas ao invés de cerveja, vinho.

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5. DYLAN, bob

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6. o balanço dos sonhos;

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7. a vontade de sair por aí, mais uma vez;

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8. a coleção dos meus sonhos, por Ulyana Sergeenko;

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9. o meu guarda-chuva vermelho de volta, depois que o perdi em algum canto de Milão;

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10. o próximo destino: Trier, Alemanha.

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+1. a realidade.

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a eternidade de alguns minutos.

7:30am. um daqueles dias em que se acorda do lado errado da cama. no caso dela, era o único lado possível. na verdade o caso era uma maldita (ou bendita?) tpm, pronta para destruir toda e qualquer lembrança boa, mensagem de bom dia e até mesmo capaz de explodir o sol – para os homens que insistem em dizer que é desculpa, tpm existe. no caso dela, nada de vontade de chorar, de brigar e nem mesmo de matar alguém. a vontade era de ficar ali na cama, deitada, de olhos bem fechados. de preferência sem pensar. melhor: sem pensar e sem lembrar. a curiosidade havia se tornado um problemão, daqueles sem pé nem cabeça. por um motivo ignorável, os sentimentos deram espaço a um vazio sem fim. as lembranças passaram a ser duvidosas – tudo depende de como se interpretar. era a realidade batendo na porta enquanto o seu sistema imunológico a preparava para fazer o que já devia ter feito há meses atrás: hora de recuar. sabotagem. dois pés atrás e a cabeça para cima – quando não tem muito o que fazer, é bom olhar céu e perceber as infinitas possibilidades. ás vezes as coisas são tão simples que se tornam nada e é dai que ela queria tirar proveito. a sabotagem era sim uma solução e, vai ver, a exata resposta para todas as questões que deixariam de ser problemas. em dez dias, substituiria sentimentos, ocuparia seu tempo com trabalho e viagens e a cabeça com livros e amigos. a vontade de viajar dava um nó na garganta. foi quando veio na cabeça aquela última noite em Berlim em que ela havia se decidido pelo basta. entre uma palavra e outra, desligou o celular, deixou na mala fechada e saiu para andar sem rumo pelas esquinas do mitte. na verdade havia sim uma direção: um carrinho noturno de curry wurst (sim! por que não?), uma ou duas garradas de cerveja, a música perfeita para o momento e um motivo para definitivamente colocar Berlim na eternidade. meio bêbada, meio feliz, meio ansiosa e um tanto cansada ela escolheu pela liberdade – também conhecido como yaam. naquele dia ela sorriu e, curiosamente, a vida sorriu de volta. havia encontrado tudo o que saiu para procurar e voltou no começo da manhã com a tranquilidade sem fim. ela estava ali para fazer o que deveria ser feito e não haveria sentimento – por mais sincero, real e bonito – no mundo que a tiraria do foco. 8:30. quando se lembrou que havia greve de transporte hoje e o metrô só iria funcionar até as 8:45. era hora de parar de pensar e correr para conseguir chegar no trabalho. é, o jeito foi catar a camiseta mais confortável com aquele jeans surrado, engolir a tpm e encarar a sexta-feira, dessa vez tentando esquecer a eternidade dos mil pensamentos por segundo. deixar pra manhã de sábado a decisão mais importante dos últimos minutos. ou vai ver era melhor só deixar para lá.

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amanhã vai ser outro dia.

and them will be that day when you won’t wake up. na verdade você acorda, mas isso é mais para o infelizmente. a vontade mesmo é de dormir o dia inteiro, de não calçar o chinelo, de não comer e de fingir que o dia passou em branco. e o mais estranho é que em dias assim, não adianta fazer muita coisa: não dá para ignorar. é o tal elefante branco no meio da sala quando o que você realmente precisa é de passar uma vassoura no chão. o dia começa mal, passa arrastado e termina do mesmo jeito que começou. você não sabe se vai ou se fica, se é sim ou se é não ou se é melhor dizer logo ou se talvez o silêncio seja a melhor opção. dias assim existem para nos fazer perceber que algumas situações vão além do nosso poder de mudar as coisas; dias assim existem para nos provar que certas coisas não dependem de nós mesmos. se um não quer, dois não brigam. não brigam, não se amam, não dançam, nem se divertem, cantam e matam a saudade. todo mundo tem um dia assim, e hoje é só o meu. amanhã passa…

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pretend you don’t care.

aparece como uma fumaça que  sai do teu cigarro e me confunde a visão. tira meus pés do chão, minha cabeça do travesseiro, o ritmo da minha respiração. mexe no meu cabelo como quem bagunça a minha mente. enlaça-me as pernas até não saber mais qual é  tua e qual é minha. confunde-me entre uma música e outra; diz exatamente aquilo que mudaria tudo com o tom de voz de como se não fosse nada demais. me deixa pensando besteira, sentindo seu cheiro, lembrando do sorriso, enxergando seus olhos.

mas lá dentro (bem lá dentro) eu já conheço o fim dessa história. aí então é que eu topo uma cerveja ou duas, como quem não quer nada e sento na sombra, despreocupada. se é para ser assim, então nem ligo mais. prefiro é sorrir para a realidade, achar graça de pouca bobagem e aproveitar até aonde dá. sem tempo ruim.

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é preciso desapegar.

é necessário saber a hora certa de deixar de lado o que foi importante e dar espaço ao que há de vir. em tempos de despedida, a palavra de ordem é: desapego. são tantos sentimentos, tantos papéis, tanto amor, tantas paixões, tantas histórias, recorrentes desilusões, alguns medos, tantas músicas e tantos sabores que apegar-se seria não me permitir recolher novos pedaços da vida deixados escondido no caminho. deixo de lado as reticências e imponho o ponto final: já não há mais espaço para tudo que acumula poeira. sentimentos guardados em potes também seguram, aqui, pedaços de mim: dedos, mãos, braços e um coração inteiro. eu estou indo embora e, mesmo que seja por tempo limitado, a saudade será recorrente e não abandonarei lembranças e nem deixarei de dar notícias. eu só quero dar espaço para que o acaso aconteça e coloque emoções, sorrisos e novos olhares na minha vida. quero deixar o som dar o tom do inverno e descobrir novos lugares escondidos entre uma esquina e outra em uma cidade desconhecida. são lugares invisíveis. são paraísos perdidos. são poesias ainda não recitadas. são, sim, o reencontrar pedaços de mim ainda desconhecidos.

é a vida acontecendo e seguindo em frente. o que importou ontem, talvez não importe mais amanhã. é preciso saber o real valor das coisas – e só o tempo pode fazê-lo.

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