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é preciso desapegar.

é necessário saber a hora certa de deixar de lado o que foi importante e dar espaço ao que há de vir. em tempos de despedida, a palavra de ordem é: desapego. são tantos sentimentos, tantos papéis, tanto amor, tantas paixões, tantas histórias, recorrentes desilusões, alguns medos, tantas músicas e tantos sabores que apegar-se seria não me permitir recolher novos pedaços da vida deixados escondido no caminho. deixo de lado as reticências e imponho o ponto final: já não há mais espaço para tudo que acumula poeira. sentimentos guardados em potes também seguram, aqui, pedaços de mim: dedos, mãos, braços e um coração inteiro. eu estou indo embora e, mesmo que seja por tempo limitado, a saudade será recorrente e não abandonarei lembranças e nem deixarei de dar notícias. eu só quero dar espaço para que o acaso aconteça e coloque emoções, sorrisos e novos olhares na minha vida. quero deixar o som dar o tom do inverno e descobrir novos lugares escondidos entre uma esquina e outra em uma cidade desconhecida. são lugares invisíveis. são paraísos perdidos. são poesias ainda não recitadas. são, sim, o reencontrar pedaços de mim ainda desconhecidos.

é a vida acontecendo e seguindo em frente. o que importou ontem, talvez não importe mais amanhã. é preciso saber o real valor das coisas – e só o tempo pode fazê-lo.

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Criolo Doido;

Já faz um tempo que ouço falar do Criolo – um rapper nada convencional. Me disseram que as idéias dele eram muito boas, que as rimas eram excelentes e que ele era “o cara”. Nessa mesma época ele e o Emicida receberam um monte de prêmios no VMB (em que os vencedores foram escolhidos por um jurí de respeito) e o Chico Buarque adaptou a sua música Cálice e, trocando um verso por uma versão do Criolo. Hoje, enquanto escutava MC Marechal no youtube, dei de cara com o vídeo da entrevista do Criolo para a Marília Gabriela feita dia 19 de Janeiro de 2012. A minha impressão? Ele é O cara. Gosto da forma que ele fala, das suas opiniões, das rimas e da sinceridade. Confiram!

E ah! O disco dele está disponível para download no próprio site do cara. Não deixem de baixar!

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eu tenho tido a alegria como dom;

sempre gostei do som da Mallu Magalhães de alguma forma. ok, o som dela já foi beeeem chatinho assim como ela e ainda tem aquela velha discussão sobre pedofilia mas, como insistem em dizer que eu me parecia com ela, fui sem preconceitos ouvir o disco novo. e mais! não só ouvi como recomendo. a menina tá linda, morena, magra e afinada, sem falar nas letras deliciosas, como se fosse um los hermanos de saia. <3 divirtam-se!

ah, e essa letra? é tipo eu assim: (mais) velha e louca <3

Velha e Louca

Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.

Pode avisar qu’eu não vou,
Oh oh oh…
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar qu’eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.

Pode falar, não importa
O que eu tenho de torta,
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

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and I’m not coming out until this is all over;

um filme com uma boa trilha sonora muda completamente minha forma de enxergar a todo o enredo, principalmente quando a primeira música é uma daquelas que te arrancam um sorriso sincero. para não dizer que o filme me toca, sem eu nem saber o que se segue. são quatro da manhã de ma madrugada de terça para quarta (ou quinta para sexta?) e, mesmo não tendo aproveitado os meus dias de férias (ops, recesso!) para acordar depois de meio-dia, é quase inevitável dormir antes das  3 da manhã, pelo menos. é que tenho aproveitado as madrugadas para colocar os filmes/livros/sons em dia – terminando de ler o High Fidelity (sim, eu leio bem devagar e isso faz parte do meu processo de reeducação pessoal que incluí a reaproximação dos livros); assisti nos últimos dias filmes como A Pele que Habito (finalmente!), High Fidelity (há quem diga que é obsessão), Horrible Bosses (longos risos pela madrugada), Manhattan (Woody Allen me fazendo amar ainda mais New York) e, agora mesmo, The Art of Getting By (ainda sem comentários que definam o quanto eu gostei e me indentifiquei com o pacote trilhaatuaçãotextofotografia); quanto ás músicas, (re)descobri algumas bandas, ainda que um pouco tarde, que se tornaram a trilha sonora da arrumação do quartofreelasvideogame e que são Coeur de Pirate (o que é essa menina?!), Slow Club (me pegou pelas letras e não consigo parar de ouvir mais…), The Shins (o caso do redescobrir: é aquele susto que a gente leva ao ouvir o ipod no shuffle enquanto dirige para casa na chuva e ouve uma música de uma banda que você há muito tempo não escutava e se lembra o porquê você gosta tanto dela – e não consegue entender porque ficou tanto tempo sem escutar) e Kitty, Daisy & Lewis (é o que dá vontade de levantar e sair dançando – e batendo palma).

além disso, as minhas férias estão cheias de problemas já resolvidos, passeios pela savassi para comprar anéis e vestidos fofos, resto de sorvete haagen daz, horas a fio jogando fallout 3, garrafas de vinho chileno, lojas de lingerie com as amigas, planos para o aniversário de 24, mais algumas horas bolando uma estratégia para começar a arrumar o quarto e outras ainda olhando para a página em branco do meu novo moleskine – vermelho, claro!

e ainda fica prometido aquele post de “bye bye” 2011 e “welcome home” 2012, antes do dia 31, claro!

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O meu futuro é esperar pelo presente de fazer;

“E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o tempo vai ter que esperar”

(O Tempo,  Móveis Coloniais de Acaju)

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de volta;

Como havia dito, mudanças ocorreram. Ainda nem 1/2 das bombas estouraram, mas em relação aos blogs, aos poucos, as coisas se ajeitam. Bom, vou me explicar: esse blog continua existindo para meus posts pessoais. Palavras avulsas minhas, sobre qualquer coisa, tempo ou pessoa. Tudo aquilo que toca, seja no som ou seja aos olhos, que mereça ser postado.

Por outro lado, criei o design everywhere para postar referências diárias, não de sentimentos, mas criativas. Tudo que há de mais cool por aí e que mereça ser divulgado, curtido, compartilhado e amado.

Para celebrar a divisão de bens e a limpeza de casa, duas versões lindas de uma mesma música que dá vontade de sair por aí assobiando:

Divirtam-se!

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o tom do domingo;

E quando tudo parece conspirar a favor de mais um domingo de sentimentos estranhos, frio na barriga e meios sorrisos? É só abrir os olhos, olhar as horas no celular e ver que é tarde, receber uma ligação que faz desejar jogar tudo para o alto, abrir a janela e ver o céu cinza, ligar a televisão e ver um monte de assuntos desinteressantes, colocar em um canal de música e… bom, nem preciso dizer. É que estou com a sensação de que a set list do VH1 de hoje foi organizada para ser a trilha sonora do meu hoje. Um clipe termina, solto um suspiro, começa outro e não dá nem para acreditar que não é de propósito. É um daqueles domingos que não dá para fugir. É saudade que faz prender a respiração como se estivesse no mar. As músicas dão o tom do domingo, tornando tudo um pouco mais difícil, e não tá bom não. Perde-se as palavras, o rumo e a respiração. Já posso dormir e acordar só amanhã?

(acho que nunca quis tanto que uma segunda-feira chegasse tão logo)

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