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amanhã vai ser outro dia.

and them will be that day when you won’t wake up. na verdade você acorda, mas isso é mais para o infelizmente. a vontade mesmo é de dormir o dia inteiro, de não calçar o chinelo, de não comer e de fingir que o dia passou em branco. e o mais estranho é que em dias assim, não adianta fazer muita coisa: não dá para ignorar. é o tal elefante branco no meio da sala quando o que você realmente precisa é de passar uma vassoura no chão. o dia começa mal, passa arrastado e termina do mesmo jeito que começou. você não sabe se vai ou se fica, se é sim ou se é não ou se é melhor dizer logo ou se talvez o silêncio seja a melhor opção. dias assim existem para nos fazer perceber que algumas situações vão além do nosso poder de mudar as coisas; dias assim existem para nos provar que certas coisas não dependem de nós mesmos. se um não quer, dois não brigam. não brigam, não se amam, não dançam, nem se divertem, cantam e matam a saudade. todo mundo tem um dia assim, e hoje é só o meu. amanhã passa…

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todos os encantos…

ja faz tanto tempo que não posto. desde que me mudei para ca quase não tenho tido prazo. muito do tempo livre que tinha no brasil foi ocupado aqui por louças sujas na pia, vassoura, pano de chão e produtos de limpeza – que prometem mais do que podem cumprir. aprendo diariamente a cuidar de mim e do meu espaço. passei a dar valor as mordomias que tinha na casa dos meus pais e que hoje fazem parte do dia a dia. mas não reclamo não: a vida aqui ta boa demais e tem sido tudo tão especial!

sinto falta de muita coisa que ficou la em BH: as pessoas maravilhosas, o pote de açaí com banana da lanchonete da mamãe, o pão de queijo quentinho e a praça do papa em dias ensolarados. tento lidar com essa falta da melhor forma, seja vendo fotos, conversando no skype, mandando mensagens, procurando açaí em lojas de produtos brasileiros aqui, tento fazer pão de queijo com a receita que minha mãe me ensinou substituindo o queijo minas por qualquer um desses europeus e na falta da praça do papa, serve o parco sempione.

mas se mudar para um novo lugar, longe de tudo, significa muito mais do que a ilusão de adquirir uma sensação de liberdade quase inexplicável. vai além. é aprender, diariamente, como lidar com essa liberdade e se adaptar ao novo. é se esforçar para, de pouco em pouco, chamar o desconhecido de “casa” – e de fato isso acontece da forma mais delicada e imperceptível que pode se imaginar. é entender que sua cama jamais vai ser arrumar sozinha e que as roupas também não vão aparecer limpas e passadas no seu armario de um dia para o outro. é conhecer em si mesma um lado responsável que nunca havia notado. é saber que, mesmo podendo tomar uma garrafa de vinho todos os dias, isso não é o melhor para voce e que talvez seja melhor ficar no cha. é cumprir horarios, prazos, passar a confiar no despertador, fazer compras no supermercado – e de fato passar horas na sessão de produtos de limpeza. é enfrentar de frente a maquina de lavar roupas e se acostumar em perder uma ou outra peça branca ao, eventualmente, deixa-la com o monte de roupas coloridas. é não ter hora para comer. é comprar flores para dar aquele clima aconchegante. é odiar aquelas visitas que deixam tudo fora de ordem e bagunçam o que voce acabou de limpar. (…). mas isso tudo, é para dizer que depois de um dia longo, nada melhor que sentar no seu quarto, ouvir uma musica alta, tomar um chocolate quente e sorrir de tranquilidade: esta tudo bem.

mesmo com todos os poréns, aqui esta melhor do que havia imaginado. e a cada dia que passa, é um dia a menos. então o jeito é não perder tempo e aproveitar cada segundo para curtir tudo o que ha de vir. ” a gente quer ver horizonte distante…”.

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safe travels;

já dei spoiler de novidade aqui e, enquanto isso, já gritei pra todo mundo o que está por vir. como muita gente sabe, em breve vou me mudar. vou para Itália, viver por um ano e fazer um Master em Brand Design lá. para contar dessa nova experiência que se inicia dia 21 de novembro, criei um novo blog, o La Dolce Milano. isso não quer dizer que eu vá abandonar aqui: é no canto de cá que exponho, aos quatro ventos, os meus sentimentos mais sinceros. lá estarão as dicas, as novidades, algumas fotos, declarações de amor e desabafos de saudade. por aqui, todo o amor do mundo.

é isso, por ora. me tornei um poço de ansiedade, sonhos e saudade – ainda que antecipada. coloquei meu coração na mão de cada pessoa especial e querida e, sempre que encontro um, saio abraçando forte e só resta a sensação de que faltou força para mais um abraço. falta é menos de um mês para mudar a vista da minha janela e só me dei conta o quanto gosto da que eu tenho hoje em dia: são meus pequenos tesouros para eternidade.

mas agora é a minha hora de ir ganhar o mundo. <3

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pra sonhar;

abraço apertado de meia hora. algumas músicas que faziam trilha sonora significavam mais do que as palavras que havíamos para dizer. a sinceridade estava em nossos olhos e bocas. éramos cúmplices de um crime que não haviam vítimas a não ser nós mesmos: era a vida fazendo acontecer, o mundo girando, o carrossel indo e vindo e o barulho incessante do trânsito. de tanto não parar a gente chegaria lá. o sonho existe para confortar a dor que é ainda constante. a minha vontade era que aquele instante durasse mais do que algumas horas. durassem séculos. hei de dizer que nunca, em toda minha vida, vi sinceros sentimentos tão claramente expostos, abraçados e tão cuidadosamente guardados e trancados no fundo de um baú de tesouros. era um momento raro, desses de se lembrar para todo o sempre, e sorrir. o que se segue ainda não pode ser previsto: é segredo e surpresa do destino. só cabe a mim dizer que lhe quero bem e que foi tudo tão bonito que podia virar melodia se eu soubesse tocar algum instrumento. ou filme de se sonhar.

 

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no corredor;

em tão pouco tempo deixo-te levar-me os passos. fica o dito e não dito. fica o feito pelo desfeito. a insegurança de quem já conhece o final do filme e ele não é nem de perto alguma coisa parecida com contos de fadas. primeiro um passo para trás. depois os dois. fiquei perdida na convicção do tom de sua voz. o aperto do seu abraço. e o telefone que nunca mais tocou. é a constante pergunta que hesitamos em fazer sabendo que não haveria resposta. é o “deixa para lá” que define toda uma situação. “eu desisto! não quero mais”: o fim de uma história sem espaço para começar – e quem dirá que é tarde demais? – escolhemos o que queremos fazer com o nosso tempo e definimos as prioridades: “desculpe, não há espaço para você”. é o respiro fundo ao saber que ao menos temos a companhia de um bom e velho livro que nos toma o tempo livre e leva para bem longe as idéias confusas. “eu estou lendo Nick Hornby, o clássico High Fidelity. e você?”. aí é só mais meias palavras que tudo começa outra vez. ah… me lembro como se fosse ontem! e no fundo? e no fundo sempre terá um bom som tocando. mas o volume está alto demais para me deixar lembrar dos seus defeitos – que agora se confundem com os meus elogios.

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pedaço do mundo;

Desde pequenos somos educados entender que tudo na vida começa para terminar. O “felizes para sempre” amenizava o fim dos contos de fadas, sem deixar espaço para a imaginação fluir. São as tais fases da vida que acontecem diariamente e, assim, terminam. Deitamos com a cabeça no travesseiro para dormirmos para sempre, até que o dia amanheça outra vez e lá vamos nós tirar a teia de aranha do tênis para começar tudo de novo. Ok, até aí sem novidade.

Uma vez, ainda quando eu era pequena, a professora Socorro (memorável!) passou um texto que dizia que existem pessoas estrelas e pessoas cometas. As pessoas cometas passam por nossas vidas, fazem uma bagunça, levantam poeira e arrancam suspiros, porém desaparecem, na mesma rapidez com que apareceram. Já as estrelas, ficam sempre ali, paradas e brilhantes, iluminando tanto as noites frias quanto as quentes, independente se faça chuva, ou não. Um tempo depois, na aula de geografia, descobri que as estrelas se apagam um dia, e somem, para sempre. E então todo o encanto da fábula se perdeu no clarão da realidade do conhecimento.

Eu sou uma pessoa muito apegada. Não é por acaso que insisto em ter por perto as mesmas amigas de quando tinha 9 anos de idade e ainda acreditava que as Spice Girls eram amigas desde a infância e a Sandy e o Júnior eram, na verdade, namorados. Mesmo praticando o desapego de tempos em tempos, mantenho certas lembranças, recortes, pessoas e imagens no mesmo lugar, acumulando mais e mais teias de aranha e poeira. É o aperto no coração que dá com alguém que tem que ir, pois não pode ficar.

Enfim, mas isso não vem ao caso.

Apenas vim dizer que mesmo depois de tanto tempo, o aperto no coração ainda persiste toda vez que alguém do “diariamente” passa a fazer parte do “de vez em quando”, tirando o fôlego a cada despedida e fazendo desejar o “freqüentemente”. Acho que é o mundo querendo nos dizer que na verdade estamos sozinhos e é assim que devemos ser. Só que cada um que passa, a cada encontro, deixam mais combustível para o que só os brasileiros chamam de saudade.

Ps. É Rafa. Vá fazer o seu espaço no mundo, moço! Só não esquece de quem fica, porque a saudade aperta. E saiba que tem (e sempre vai ter) amor demais para você do lado de cá do muro.

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o tom do domingo;

E quando tudo parece conspirar a favor de mais um domingo de sentimentos estranhos, frio na barriga e meios sorrisos? É só abrir os olhos, olhar as horas no celular e ver que é tarde, receber uma ligação que faz desejar jogar tudo para o alto, abrir a janela e ver o céu cinza, ligar a televisão e ver um monte de assuntos desinteressantes, colocar em um canal de música e… bom, nem preciso dizer. É que estou com a sensação de que a set list do VH1 de hoje foi organizada para ser a trilha sonora do meu hoje. Um clipe termina, solto um suspiro, começa outro e não dá nem para acreditar que não é de propósito. É um daqueles domingos que não dá para fugir. É saudade que faz prender a respiração como se estivesse no mar. As músicas dão o tom do domingo, tornando tudo um pouco mais difícil, e não tá bom não. Perde-se as palavras, o rumo e a respiração. Já posso dormir e acordar só amanhã?

(acho que nunca quis tanto que uma segunda-feira chegasse tão logo)

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